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Ano III - Nº. 44 Ascurra, 08 de setembro de 2010

A Teia do Capitalismo

Estamos imersos num sistema que às vezes não percebemos, o capitalismo nos mantém num ciclo de “devedores” que não conseguimos sair.

Bauman (2010) interpreta a realidade, como capitalismo parasitário, onde milhões de indivíduos – convencidos, pela miragem da prosperidade agora e sempre, de que os mercados e bancos capitalistas eram os métodos incontestáveis para a solução dos problemas - o capitalismo se destaca por criar problemas, e não de solucioná-los.

E diz como todos os parasitas, podem prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento. Mas não pode fazer isso sem prejudicar o hospedeiro, destruindo assim , cedo ou tarde, as condições de sua prosperidade ou mesmo de sua sobrevivência.

Para eles o “devedor ideal” é aquele que jamais paga integralmente suas dívidas.

A cultura de hoje é feita de ofertas, não de normas. Fica de olho na criação de novas necessidades/desejos/exigências, não de equilíbrio. Como Bauman (2010) nos alerta “esta nossa sociedade é uma sociedade de consumidores”.Se o mundo habitado por consumidores se transformou numa grande loja onde se vende ''tudo aquilo de que se precisa e com o poder de sonhar''a cultura se tornou mais um departamento.

O produto alimentício tem grandes anúncios publicitários e embalagens elaboradas, mas a qualidade do alimento é confeccionada com corantes, aromatizantes e por aí afora.

Criticando nossa realidade Bauman (2010) diz que a cultura liquida - moderna não tem pessoas a cultivar, mas clientes a seduzir.

Existe, porém, várias atitudes, uma delas: a da esperança, da confiança na capacidade que o ser humano tem de ser sensato e digno, e podemos fazer com que haja discernimento nas nossas escolhas.

Referencia: Bauman, Z.Capitalismo Parasitário.

RJ- Ed.Jorge Zahar,2010.

Sugestões, elogios e ou críticas escreva para: vivereconviver@jornalparole.com.br

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